EDIÇÃO 46 - 4º TRIMESTRE - 2025

MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO NA COP30

Inspirando ações para um planeta mais saudável

Palavra do CEO

A construção de um futuro mais azul para todos

A COP30 é um marco para o Brasil — uma grande oportunidade para refletirmos sobre o papel de cada um na construção de um futuro mais sustentável — e reforça a urgência de enfrentar os desafios ambientais com ações concretas e inclusivas. Na Aegea, acreditamos que o saneamento é peça-chave nesse processo, não apenas por seus impactos diretos, mas também por seu potencial de adaptação e capacidade em fortalecer a resiliência climática, especialmente nos territórios mais vulneráveis.
Que a COP30 nos inspire a seguir nesse caminho com ainda mais responsabilidade e colaboração, para que juntos possamos construir um amanhã mais azul para todos.

Radamés Casseb
CEO da Aegea

NOSSOS BIOMAS

Aegea está presente em todos os biomas brasileiros. Um time de milhares de colaboradores leva mais saúde, dignidade e respeito ao meio ambiente às cidades onde atua na Amazônia, no Cerrado, na Caatinga, na Mata Atlântica, no Pampa e no Pantanal.

COP30

A HORA É DE IMPLEMENTAÇÃO
E ADAPTAÇÃO

De 10 a 21 de novembro, a atenção do mundo se volta para Belém, no coração da Amazônia. A cidade sediará o maior encontro global sobre mudanças climáticas — um momento decisivo para o planeta. Uma convocação da ONU para que governos, empresas e sociedade civil reflitam e busquem soluções. Mostra que a adaptação é o próximo passo da evolução humana, ressaltando a importância de proteger vidas e economias. A proposta é clara: alinhar os acordos internacionais à vida real, acelerar soluções e transformar compromissos em práticas diárias. A COP30 propõe uma renovação da aliança entre a humanidade e a natureza. Essa renovação requer, urgentemente, que pessoas, rios, árvores que habitam matas, florestas e cidades sejam colocados no centro global da discussão, a fim de equilibrar o meio ambiente e a atividade humana.

 

O saneamento, um serviço essencial para a justiça ambiental, social e climática, tem um papel fundamental neste contexto. A Aegea, que é referência no setor e atua alinhada aos compromissos do Brasil com o Acordo de Paris (que celebra 10 anos em 2025) e às diretrizes da COP30, tem uma participação ativa no evento. A Companhia, que já atuava em Barcarena e Novo Progresso, venceu em 2025 a concessão dos serviços de água e esgoto em 126 municípios do Pará. Ao longo dos 40 anos de contrato, estão previstos mais de R$ 18 bilhões em investimentos, beneficiando diretamente 5,5 milhões de pessoas. Trata-se do maior investimento em saneamento já realizado na Amazônia Legal, que abrange nove estados e cerca de 59% do território brasileiro, visando a melhora na qualidade de vida dos paraenses e a universalização. A meta é chegar a 99% do serviço de água até 2033 e de esgoto a 90% até 2039.

 

A empresa dedica atenção especial aos mais vulneráveis, como faz em outros locais onde atua, e a previsão é de que até 30% da população seja beneficiada com a Tarifa Social, o que equivale a 1,6 milhão de paraenses de baixa renda com cobranças de água e esgoto adequadas às condições socioeconômicas. Essa é uma forma de garantir que a universalização ocorra de forma inclusiva, promovendo justiça social ao garantir o acesso a um serviço tão essencial para a população mais vulnerável.

 

A Companhia entende que ações voltadas às pessoas e ao meio ambiente são essenciais para superar os desafios de um país como o Brasil, de proporções continentais e com diferentes realidades geográficas, culturais e socioeconômicas. Atuando em todos os biomas brasileiros e promovendo infraestruturas sustentáveis, a empresa vem contribuindo no dia a dia das suas operações para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e a resiliência das comunidades, como vocês vão ver ao longo da edição.

POR QUE A COP30 IMPORTA

A Conferência das Partes, conhecida como COP, foi criada a partir da Rio-92, realizada no Brasil. Desde então, é responsável por tomar as decisões necessárias para implementar os compromissos assumidos pelo tratado internacional (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima). A COP também atua como Reunião das Partes no Protocolo de Quioto e no Acordo de Paris. Além dos cinco pilares centrais — mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia e capacitação —, discute também justiça climática, perdas e danos, inclusão de povos indígenas, juventude, transição justa, agricultura e oceanos. Atualmente, reúne 198 países. Com o Brasil no centro do palco global, Belém representa mais do que um cenário: é símbolo de um recomeço possível. Mais do que prometer, é hora de fazer.

POR DENTRO DO MAPA DA COP30

Dois espaços, uma missão: transformar o futuro do planeta.

Zona Azul - Blue Zone: onde o mundo decide

É onde acontecem as negociações oficiais, um ambiente diplomático destinado aos chefes de Estado e delegações internacionais. Instalada no Parque da Cidade, é o centro das decisões que moldarão o futuro das políticas climáticas globais.

Zona Verde - Green Zone: onde as vozes se encontram

Um espaço aberto ao público, o qual instituições, empresas e comunidades se conectam em torno de soluções reais. É o palco da inovação, do diálogo e da participação plural para projetos do desafio ambiental mais urgente da nossa era.

MEIO AMBIENTE E SANEAMENTO Uma ligação pela vida

Setor é estratégico para adaptação às mudanças extremas do clima e promoção da justiça social, ambiental e climática

Mais de 44% da população mundial — 3,6 bilhões de pessoas — já sofre os impactos diretos das mudanças climáticas. Eventos extremos, como secas prolongadas, enchentes e ondas de calor, vêm se tornando mais frequentes e intensos. Com a continuidade do aumento das temperaturas globais, a tendência é que esse número cresça. Na mitigação, o saneamento tem um papel fundamental devido à sua intrínseca relação com o meio ambiente.

Equipe da Corsan (RS) atuou na mitigação dos efeitos do maior evento climático no Rio Grande do Sul, em 2024.

Um dos temas centrais da COP30 é o fortalecimento da Meta Global de Adaptação (GGA, na sigla em inglês), estabelecida no Acordo de Paris — que completa 10 anos em 2025. O objetivo é impulsionar ações concretas de adaptação e resiliência. Nesse contexto, o saneamento básico se destaca como instrumento fundamental de adaptação climática ao fortalecer a gestão integrada dos recursos hídricos e garantir o acesso seguro e contínuo à água, especialmente diante da crescente variabilidade climática.

Plano de ação da Águas de Manaus garantiu abastecimento mesmo durante seca histórica do Rio Negro, na Amazônia.

Em saneamento, adaptar implica aprimorar sistemas de abastecimento e tratamento de água e esgoto para funcionarem com eficiência tanto em cenários de escassez hídrica quanto em situações de excesso, como enchentes que contaminam mananciais. A resposta está em ampliar a eficiência operacional (com uso inteligente da água e redução de perdas), adotar fontes energéticas mais limpas, estimular a circularidade por meio do reuso de insumos do tratamento e investir em soluções inovadoras que respeitem o meio ambiente e acelerem o acesso aos serviços e, dessa forma, protejam a população das ameaças à saúde pública potencializadas pelas mudanças do clima.

Dona Francisca Maria, do bairro Pedra Mole, em Teresina (PI), passou a ter água tratada com regularidade em casa.

O setor também contribui para aumentar a resiliência das comunidades ao integrar infraestrutura urbana e proteção dos ecossistemas nos planos de adaptação climática. Isso inclui, por exemplo, a restauração de bacias hidrográficas e a proteção de nascentes, o que fortalece a segurança hídrica. Essas ações estão alinhadas aos compromissos assumidos pelo Brasil no Acordo de Paris e às diretrizes que serão debatidas na COP30. Ao investir em saneamento resiliente, o país não apenas se adapta às novas realidades do clima, como também promove justiça social, ambiental e climática — um passo essencial para proteger vidas e garantir o direito à dignidade em um mundo em transformação.

A FACE DA EXCLUSÃO

QUEM MAIS SOFRE COM AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Os temas colocados em pauta na COP30 têm muito a ver com a nossa vida, pois os eventos climáticos extremos já impactam a rotina de moradores de praticamente todas as partes do planeta, desde os de pequenos vilarejos até as grandes cidades. Estudos mostram que os grupos mais vulneráveis — frequentemente os menos responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa — são os que mais sofrem com as ações e impactos relacionados às mudanças do clima e, por isso, devem ser priorizados nas soluções. Dessa maneira, a universalização dos serviços de saneamento, quando planejada e implementada de forma equitativa e resiliente, garantindo a inclusão de territórios e grupos mais expostos a riscos climáticos, é peça-chave para a promoção da justiça climática no Brasil.

O mapa da desigualdade social e racial da ausência dos serviços

Fonte: Trata Brasil.

Negros, indígenas, mulheres e moradores de áreas periféricas são os mais afetados.

Quase 9 milhões de moradias não têm acesso à rede de água.

22 milhões vivem sem coleta de esgoto.

O problema é maior entre famílias abaixo da linha da pobreza.

Comunidades vulneráveis são as mais expostas aos efeitos das mudanças climáticas.

Elas têm menos condições de se adaptar após desastres ambientais.

Sem saneamento, aumentam os riscos de doenças e perda de moradia.

Investir em saneamento é garantir saúde, dignidade e resiliência frente à crise climática. Mais que infraestrutura, é uma questão de equidade e sobrevivência.

NOSSAS ÁGUAS

MOVIMENTAM O BRASIL

A CONSTRUÇÃO DE UM FUTURO MAIS AZUL PARA TODOS

A Aegea acredita que ações voltadas às pessoas e ao meio ambiente são essenciais para enfrentar os desafios de um país com dimensões continentais e realidades geográficas, culturais e socioeconômicas tão diversas quanto o Brasil. Esse olhar orienta a atuação da Companhia para que a universalização do saneamento ocorra de forma inclusiva, garantindo o acesso aos serviços independentemente da localização ou condição de vida da população.


Com foco na ampliação do abastecimento de água e na coleta e tratamento de esgoto, a Aegea promove a inclusão sanitária dos mais vulneráveis e a proteção do meio ambiente. No contexto brasileiro, é evidente que populações em situação de vulnerabilidade ocupam, em sua maioria, áreas periféricas ou urbanisticamente desorganizadas — as chamadas franjas urbanas, justamente as mais afetadas por lançamentos irregulares de esgoto sem tratamento na natureza, o que provoca desequilíbrios ecológicos em diversos ecossistemas dos diferentes biomas do Brasil.

Investir em infraestrutura que garanta acesso à água e ao esgoto tratados é promover dignidade, inclusão sanitária e saúde. É construir um futuro mais azul, com menos desigualdade e mais oportunidades para todos, especialmente para populações em situação de vulnerabilidade.

ANTECIPAÇÃO DOS SERVIÇOS NO PARÁ

O maior investimento em saneamento da Amazônia Legal

Enquanto o mundo se prepara para discutir o futuro do clima na COP30, Belém — sede da conferência — ainda convive com um dos piores indicadores de saneamento do país. É nesse território desafiador que a Aegea inicia sua maior operação na Amazônia Legal.

 

O cenário atual no Pará exige ação urgente: menos de 10% da população tem acesso à rede de esgoto tratado, 63% recebe água tratada em casa e as perdas de água na distribuição chegam a 50%. Na capital Belém — sede da COP30 e símbolo dos desafios urbanos da região — apenas 15% da população tem acesso à rede de esgoto, enquanto 57% vive em áreas de ocupação precária, o que representa cerca de 745 mil pessoas em situação de vulnerabilidade.

 

Diante dessa realidade, a Aegea antecipou o início das operações em Belém, Ananindeua e Marituba, as cidades mais populosas do estado, já em setembro de 2025. O objetivo é claro: acelerar as obras de infraestrutura, promover saúde pública e garantir o direito ao saneamento como base para o desenvolvimento humano, social e ambiental da região.

VILA DA BARCA

O início da transformação em Belém

Considerada uma das maiores comunidades sobre palafitas da América Latina, a Vila da Barca, na área central de Belém, é uma das regiões prioritárias de atuação da Águas do Pará. Com quase 100 anos de história — marcada por uma ocupação localizada em uma área onde houve o encalhe de uma embarcação —, a comunidade recebeu, em outubro de 2025, as primeiras obras para garantir o acesso à água tratada, que tinham sido iniciadas em agosto.

 

A infraestrutura de coleta e tratamento de esgoto já está em implantação, com previsão de conclusão até abril de 2026. Para lidar com os desafios de alagamentos frequentes, foi adotada a tecnologia de redes elevadas, evitando o contato da tubulação com áreas contaminadas — solução já utilizada com sucesso pela Aegea em Manaus. 

 

Indo além da infraestrutura, a Águas do Pará também desenvolve programas sociais e de engajamento com a população local. Entre eles está o Barca Limpa, que capacita jovens da comunidade a buscar soluções para o descarte inadequado de resíduos e incentiva a geração de renda. Outra ação acontece por meio do Programa de Voluntariado, que oferece formação profissional para mulheres chefes de família, fortalecendo o protagonismo feminino e a inclusão produtiva.

Universalizada, Barcarena está à frente do saneamento no Pará

Aegea antecipa metas e faz da cidade referência na Amazônia.

 

Os investimentos em Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, permitiram o acesso dos moradores aos serviços de saneamento oito anos antes do prazo do Novo Marco Legal (2033). São 120 mil pessoas que passam a ter mais saúde e condições para uma vida com dignidade. É a primeira cidade do estado a atender às metas do Novo Marco Legal do Saneamento. A universalização em cidades de menor porte demonstra como a eficiência operacional e a padronização dos processos contribuem para o alcance de metas desafiadoras em contextos distintos.

TRATA BEM BARCARENA

Ações em sintonia com o ODS 6

A transformação no saneamento da cidade aconteceu por meio do programa Trata Bem Barcarena. São aproximadamente R$ 220 milhões aplicados em um pacote de obras, com a implantação de mais de 260 km de redes de esgoto, construção de 4 novas estações de tratamento de esgoto, ampliação de outras duas, além de mais de 100 km de novas redes de água.

 

Indo além das metas contratuais para gerar impacto positivo para a sociedade, a Aegea implantou o projeto Tarifa 10 em Barcarena em 2024. A iniciativa estabelece uma cobrança fixa de R$ 10 nas contas de água e esgoto para famílias em situação de extrema vulnerabilidade e já vinha sendo aplicada em Manaus, por meio da Águas de Manaus. Atualmente, 1.250 moradores do município pagam apenas R$ 10 pelos serviços de água e esgoto. Outros 13 mil são beneficiados pela Tarifa Social,

 

São ações que estão em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Social, principalmente o ODS 6 (Água e Saneamento), buscando viabilizar soluções operacionais e financeiras para que o saneamento seja de fato acessível e gerido de forma sustentável para todos, especialmente para pessoas vulneráveis.

PERDAS DE ÁGUA TRATADA

Desperdício agrava os efeitos das mudanças climáticas

Em um cenário de eventos climáticos extremos e aumento da pressão sobre os recursos hídricos, o Brasil ainda enfrenta um grave problema: a perda de água tratada. Segundo o novo estudo do Instituto Trata Brasil, Demanda Futura por Água em 2050: Desafios da Eficiência e das Mudanças Climáticas, divulgado em 28 de outubro, o país chega a desperdiçar até 80% da água potável em algumas regiões. Em outras palavras, para cada litro consumido, quatro são perdidos no caminho.

 

O levantamento revela um dos maiores gargalos do saneamento brasileiro: as perdas físicas e comerciais no sistema de abastecimento. O estudo analisa a relação entre consumo, redução das chuvas, aumento da temperatura, crescimento populacional e até a expansão do PIB — e projeta um risco real de desabastecimento até 2050, com até 12 dias de racionamento por ano.

 

Mesmo que o país aumente a produção de água, sem conter as perdas, o risco de colapso permanece. Em 2023, a média nacional de perdas foi de 40,3%, bem acima da meta estabelecida pelo Novo Marco do Saneamento, que é de 25%. Isso representa mais de 7 bilhões de metros cúbicos de água tratada desperdiçados — volume que poderia abastecer milhões de pessoas.

REDUZIR AS PERDAS É URGENTE

O que vem sendo feito para a água tratada não ir para o ralo

Reduzir perdas de água tratada é mais do que uma meta operacional: é uma ação de sustentabilidade, proteção ambiental e justiça intergeracional. Menos perdas significam menos estresse sobre mananciais e maior resiliência hídrica para o futuro. Com esse compromisso, a Aegea tem um robusto Programa de Redução de Perdas, baseado em inovação e gestão inteligente dos recursos.

Entre as tecnologias utilizadas, destaca-se o uso de satélite — o mesmo utilizado em Marte — para detectar vazamentos com alta precisão, como acontece na Águas do Rio. Em 2024, essa iniciativa evitou o desperdício de 18 bilhões de litros de água no estado do Rio de Janeiro, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas por um ano, com 80% de acerto na detecção de vazamentos.

No interior de São Paulo, as concessionárias Águas de Matão e Águas de Holambra também adotaram soluções integradas envolvendo operação, inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT). Com isso, alcançaram 70% de assertividade na detecção e, em Holambra, o índice de perdas está em torno de 23%, já abaixo da meta nacional.

Com a atuação em todas as regiões em que opera, a Aegea conseguiu, em 2024, reduzir as perdas de água em 5,3 bilhões de litros — o equivalente ao abastecimento de 1,3 milhão de pessoas por um ano.

A Águas de Manaus manteve o abastecimento mesmo com a seca histórica do Rio Negro.

SECAS E ENCHENTES

Casos de adaptação da Águas de Manaus (AM) e Corsan (RS)

Praticamente ao mesmo tempo, a Aegea enfrentou os dois extremos das mudanças climáticas em seus territórios de atuação. No Norte, a seca histórica em Manaus; no Sul, as enchentes devastadoras no Rio Grande do Sul. Esses eventos extremos reforçam a urgência da adaptação climática e destacam a importância de uma atuação técnica consistente, sensível às realidades locais.

 

Esses exemplos evidenciam a importância de ferramentas estruturadas que compõem o Modelo Operacional Aegea, como: a parceria com a Climatempo para monitoramento das regiões atendidas; a adoção de ajustes operacionais proativos; a engenharia adaptada a contextos locais e equipes com conhecimento técnico específico; além de um olhar social que prioriza a continuidade do serviço para populações em vulnerabilidade.

Estiagem 2024: soluções para garantir abastecimento em eventos extremos

Manaus viveu, em 2024, a estiagem mais severa dos últimos 120 anos. O Rio Negro chegou a pouco mais de 12 metros, e garantir o abastecimento de água tratada para os mais de dois milhões de habitantes da cidade exigiu uma operação especial voltada ao enfrentamento da seca. Foram necessários investimentos e intervenções inéditas nas estruturas que compõem o sistema de captação e distribuição de água da capital amazonense.

 

A base do planejamento foi iniciada em 2023, quando a Águas de Manaus adotou ações para garantir o abastecimento de água durante a vazante. Os aprendizados adquiridos no período foram fundamentais para o aprimoramento do trabalho em 2024. O processo de adaptação das estruturas de água também é realizado no período de cheia, que ocorre no primeiro semestre do ano. As ações são voltadas para o abastecimento, com a suspensão das tubulações em áreas vulneráveis por elevações provisórias, que são substituídas após a mudança do comportamento do rio.

Resiliência em ação: a resposta da Corsan às enchentes históricas no RS

A gestão da Corsan no Rio Grande do Sul destacou a capacidade de mobilização da Aegea em contextos de crise climática. Uma combinação de fatores, que abrangeu o aquecimento do oceano pelo El Niño, as ondas de calor e a umidade proveniente da Amazônia, resultou no maior evento extremo já registrado no estado.

 

Foi um teste à resiliência da operação quando, durante as enchentes de 2024, a Companhia mobilizou equipes especializadas em todo o país e adotou medidas emergenciais para o rápido restabelecimento dos serviços em mais de 60 municípios afetados pelas cheias. As ações incluíram a perfuração de poços, a instalação de estruturas flutuantes para captação e tratamento de água, o apoio social às comunidades afetadas e o uso de helicópteros para transportar materiais e mergulhadores para restabelecer o funcionamento dos equipamentos das estações de tratamento.

Águas Guariroba (MS) passa a gerar sua própria energia com parques eólicos na Bahia.

ENERGIA LIMPA MOVE A AEGEA

ENERGIA Sustentabilidade e inovação como motor da operação

A relação entre energia limpa e mudanças climáticas é direta: fontes renováveis — como solar, eólica e hidrelétrica — são fundamentais para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE), responsáveis pelo aquecimento global. Na Aegea, essa transição energética já é realidade, pois a energia elétrica é um dos principais insumos do saneamento e sua origem influencia diretamente as emissões do setor.

 

Atualmente, 98% da energia utilizada pela Companhia vêm de fontes renováveis, com a meta de atingir 99,7% até o fim de 2025. Além disso, a empresa vem investindo em tecnologias que geram energia a partir do lodo e do biogás nas estações de tratamento de esgoto, reduzindo custos operacionais e impactos ambientais.

 

São três projetos de autoprodução, 41 de geração distribuída e 82% da energia contratada no mercado livre. Um dos destaques é a Águas Guariroba (MS), que alcançou 99% de consumo de energia proveniente de fontes 100% limpas. Desse total, 94% vêm de parques eólicos na Bahia e 3% da usina solar em Cassilândia (MS), no modelo de geração distribuída.

 

Entre as metas para os próximos anos está a redução de 15% no consumo específico de energia (kWh/m³) até 2030. Essa meta está atrelada a duas emissões de títulos sustentáveis vinculados à performance (Sustainability-Linked Bonds – SLB), uma iniciativa pioneira no setor de saneamento no Brasil, que reforça o compromisso da Companhia com a agenda ambiental do país.

Histórias mais dignas

Inclusão se faz também por remédios tarifários

Levar água tratada e esgoto coletado e tratado às comunidades também significa criar mecanismos que permitam que todos, inclusive os mais vulneráveis, consigam pagar por esse serviço essencial. Por isso, a Aegea adota os chamados remédios tarifários, estratégias que ajustam o valor da conta de acordo com a realidade socioeconômica das famílias.

 

A iniciativa já beneficia mais de 2 milhões de pessoas com a Tarifa Social, permitindo que o saneamento seja uma realidade possível mesmo para quem vive em situação de vulnerabilidade. Manaus é hoje referência nacional no assunto, liderando com dois instrumentos inovadores: a Tarifa Manauara, que oferece 50% de desconto na conta, e a Tarifa 10, que fixa o valor mensal em apenas R$ 10 para grupos familiares em situação extrema. Ao todo, cerca de 140 mil famílias já são protegidas por essas políticas.

 

A Aegea levou a Tarifa 10 para Barcarena (PA), e a expectativa é atingir 30% da população com tarifas acessíveis, o que pode beneficiar até 1,6 milhão de paraenses. A proposta é universalizar o saneamento com inclusão, o que significa garantir que o direito à água e ao esgoto seja acessível a todos, independentemente de renda, região ou condição social.

 

Ao implementar políticas tarifárias justas, a Aegea fortalece seu compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, em especial o ODS 6 — Água Potável e Saneamento para Todos. E, mais do que isso, ajuda a construir um futuro em que o acesso a esse direito básico seja, de fato, uma realidade para todas as pessoas.

OUTRAS CONTRIBUIÇÕES DA AEGEA

Veja como a atuação das unidades da empresa contribui para a mitigação das mudanças climáticas nos biomas brasileiros.

“Sem adaptação, a mudança do clima se torna um multiplicador da pobreza, destruindo meios de subsistência, deslocando trabalhadores e aprofundando a fome. À medida que os impactos se intensificam, a inação não representa uma falha técnica, mas uma escolha política sobre quem vive e quem morre” – Embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, em carta dedicada à comunidade internacional.

QUEM SOMOS

DIREÇÃO DE CONTEÚDO

Fernanda Abdo Saad

Ana Carolina Nilton, Andressa Locatelli Monteiro, Caike Rizatto Taccelli, Caroline Louise Marin de Almeida, Fabiana Cavalcante Silva, Luciana Tomie Maru, Marcela Mary Joaquim Borges, Maristela Yule, Maya Mieko Takebe, Silvia de Oliveira Ferreira.

Adan Garantizado, Adão Pinheiro,  Aline Cardias, Aline Magno, Ana Lúcia Gonçalves, Ana Paula Garcia, Beatriz Morais, Breno Noronha, Camila Henriques, Catarina Lopes, Celianne Sampaio, Daniela Venturato, Daniele Brito, Daniele Maia, Diego Lopes, Elaine Cutrim, Elianna Homobono, Fabiana Simão, Francine Rosa, Gabriela Mendonça, Isabel Monteiro, Jeferson Marques, Jéssica Colaço, Jéssica Marinho, Joana Gall, Lais Santana, Leandro Cassiano de Abreu, Luana Basso, Luciana Zonta, Lucilla Nageib Bark, Márcia Rocha, Márcio Beltrão, Maria Luiza Barbosa Moreira, Mariane Dantas, Nathalia Padilha, Patrícia Gualberto, Renan Matheus Cabral,  Rodrigo Leitão Santiago, Rogério Valdez Gonzales, Ruan Souza, Thais Tomie, Thamires Figueiredo, Ude Valentini.

Rosiney Bigattão

Lívia Correa

Ovídio Lemes

Saúba

LEV Comunicação

Trimestral

Sérgio Luis Botelho de Moraes Toledo

Presidente 

 

Carlos de Moraes Toledo Neto, Harley Lorentz Scardoelli, Antonio Kandir, Ronald Schaffer, Eliane Aleixo Lustosa de Andrade, Rodolfo Villela Marino, Guilherme Teixeira Caixeta, Luiz Serafim Spinola Santos

Conselheiros

Radamés Andrade Casseb

CEO da Aegea

 

Rogério Tavares

Vice-presidente de Relações Institucionais da Aegea

 

André Pires

Vice-presidente de Finanças e de Relações com Investidores

 

Guilherme Paschoal 

Vice-presidente da Regional 1

 

Fernanda Bassanesi

Vice-presidente da Regional 2

 

Renato Medicis

Vice-presidente da Regional 3

 

Alexandre Bianchini

Vice-presidente da Regional 4 

 

Leandro Marin

Vice-presidente da Regional 5

 

Yaroslav Memrava Neto

Diretor de Novos Negócios 

 

Rafael Rossi

Diretor de Engenharia

 

Eduardo Mendes

Diretor de Tecnologia

 

Ana Paula Carracedo

Diretora de Integridade 

 

Percival Gratti Junior

Diretor de Auditoria, Riscos e Controles Internos

 

Fernanda Abdo Saad

Diretora de Marca, Comunicações e Pesquisa

 

Adriana Albanese

Diretora de Sustentabilidade

 

Édison Carlos

Presidente do Instituto Aegea

 

Maurício Endo

Diretor de Inovação e Parcerias Estratégicas

 

Fabiano Abujadi Puppi

Diretor Jurídico

 

Wagner Felix Ferreira

Diretor de EHS

REGIONAL 1

 

ÁGUAS GUARIROBA (MS)

Gabriel Buim, diretor-presidente 

Francis Yamamoto, diretora-executiva 

 

AMBIENTAL MS PANTANAL (MS)

Gabriel Buim, diretor-presidente 

Clayton Marcos Pereira Bezerra, diretor-executivo

 

AEGEA MATO GROSSO 1 (MT)

Eduardo Lana, diretor-presidente 

Lucas Alves de Oliveira, diretor-executivo

 

AEGEA MT2 (MT)

Arildo Paulo Viana Junior, diretor-presidente 

Robson Luiz Cunha, diretor-executivo

 

ÁGUAS DE VALADARES (MG)

Eric Wyatt, diretor-presidente

Marcos Vinicius Antunes, diretor-executivo

 

REGIONAL 2

 

AEGEA SÃO PAULO (SP)

Daniel Fernando Mantovani, diretor-presidente 

Isabelly Gonçalves, diretora-executiva

 

AEGEA ESPÍRITO SANTO (ES)

Lucilaine Tenório de Medeiros, diretora-presidente 

Valdir Antonio Alcarde Junior, diretor-executivo

 

REGIONAL 3

 

AEGEA RONDÔNIA (RO)

Ary Carlos Laydner Junior, diretor-presidente 

Guilherme Augusto Medina Coeli, diretor-executivo

 

ÁGUAS DE MANAUS (AM) 

Pedro Freitas, diretor-presidente 

Renee Câmara Chaveiro, diretor-executivo

 

ÁGUAS DE SÃO FRANCISCO (PA)

Pedro Freitas, diretor-presidente 

Agnaldo Vilas Boas Rabelo Mendes e Renee Câmara Chaveiro, diretores-executivo

 

ÁGUAS DE TERESINA (PI) E ÁGUAS DE TIMON (MA)

Carolina Serafim, diretora-presidente 

Gabriela Coutinho, diretora-executiva

 

AMBIENTAL CEARÁ (CE) E AMBIENTAL CRATO (CE)

Andre Bicca Machado, diretor-presidente 

Fabio José Rodrigues Arruda, diretor-executivo 

Águeda Muniz, diretora de Relações Institucionais

 

ÁGUAS DO PIAUÍ (PI) 

Guilherme de Figueiredo Dias, diretor-presidente 

Danilo Cezar Correia de Almeida, diretor-executiva

 

ÁGUAS DO PARÁ (PA) 

André Facó, diretor-presidente 

Valdir Antonio Alcarde Junior, diretor-executivo

 

REGIONAL 4

 

PROLAGOS (RJ)

Sinval Andrade, diretor-presidente 

Aline Póvoas, diretora-executiva

 

ÁGUAS DO RIO (RJ)

Anselmo Leal, diretor-presidente

Diego Dal Magro, diretor de Operações

Sinval Andrade, diretor de Relações Institucionais 

Diogo da Silva Freitas, Felipe Esteves, Guilherme Campos, Renan Mendonça e Samuel Augusto Assad, diretores-executivos

 

REGIONAL 5

 

CORSAN (RS)

Samanta Takimi, diretora-presidente

José João Fonseca, diretor-executivo

 

AMBIENTAL METROSUL (RS)

Angelo Augusto Mendes, diretor-presidente 

Vitor Hugo Vieira Barros Gabriel, diretor-executivo

 

AEGEA SANTA CATARINA (SC)

Reginalva Mureb, diretora-presidente 

Maraísa Mendonça Oliveira, diretora-executiva

 

AMBIENTAL PARANÁ (PR)

Bruna Buldrini, diretora-presidente 

Priscila Marchini Brunetta, diretora-executiva